quarta-feira, 16 de outubro de 2013

John Mayer lança videoclipe de "On The Way Home"

O músico John Mayer lançou nessa semana um novo videoclipe para a faixa “On The Way Home”, que faz parte de seu mais recente trabalho “Paradise Valley”, lançado em agosto desse ano. O vídeo mostra o cantor em sua recente passagem pelos EUA.

Após uma recente vinda do cantor no Brasil, a turnê “Born and Raised Tour” continua atualmente pela Europa, com datas agendadas até abril de 2014.

Confira o videoclipe abaixo:



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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Nando Reis e Samuel Rosa comandaram grande coro

O Sunset ficou pequeno. E isso não como metáfora ou força de expressão, mas diagnóstico que deveria fazer os programadores pensarem melhor para 2015. Nando Reis e Samuel Rosa juntos, ali, arrastaram mais público do que o Thirty Seconds To Mars, quando esta banda se apresentou no Palco Mundo, no sábado, 14.
O Sunset é um lugar para experimentações e surpresas nem sempre de nomes com grandes potenciais pop. E esta é a graça da brincadeira. Quando alguém quebra a regra, o espaço transborda e o público sente.
Nando Reis e Samuel, hitmakers e parceiros em muitas letras, se encontraram para cantar juntos pela primeira vez. Ficariam ali por duas, três horas, e não cansariam sua audiência. Conseguiram entrar para a galeria dos grandes coros do Rock in Rio quando deixaram o público cantar sozinho O Segundo Sol, de Nando, gravada por Cassia Eller.
Nando fez primeiro algumas canções sem o parceiro. Veio com um som cheio, um paredão de sopros, percussão e backing vocals cheios de negritude nos arranjos. E investiu em um repertório de hits sem respiros. "Vamos que o tempo é curto", anunciou.
Abriu com Pré-Sal e seguiu com Sou Dela, O Que Eu só Vejo, N, Sei. Antes de All Star, falou bonito. "Costumo dizer que esta música fica sempre melhor quando cantada em céu aberto. As estrelas não brilham só à noite. A gente é que não as vê durante o dia, mas elas estão lá."
Quando chamou Samuel Rosa, fez as mãos que estavam ao alto dobrarem de número e iniciou o baile. Juntos, dividiram vozes em Marvin e em Onde Você Mora (gravada pelo Cidade Negra).
Conseguiu um número comovente e, de novo, digno de ser cantado pela plateia quando puxou a introdução de sua canção Por Onde Andei. Quando chegou seu Segundo Sol, a missão já estava cumprida e o problema apontado. O público pode ficar comprimido como sardinha no Mundo, que tem espaço para isso. No Sunset, fica perigoso.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 24 de agosto de 2013

Cantora Clarice Falcão lota Circo Voador e critica deputado Marco Feliciano

O talento e o carisma de Clarice Falcão, que transformaram a cantora de apenas 23 anos em um fenômeno da internet, arrastaram uma multidão de fãs em um show que lotou o Circo Voador, no bairro da Lapa no Rio de Janeiro, na noite da última sexta-feira, em que ela rebateu as críticas do pastor e deputado Marco Feliciano sobre seu programa, Porta dos Fundos.
Os ingressos, que custavam R$40 e R$80 e já estavam esgotados dias antes, eram oferecidos por cambistas nos entornos da casa de shows por até R$130.
Filha dos roteiristas João e Adriana Falcão, Clarice ficou conhecida postando os vídeos de suas músicas na internet e atuando no programa humorístico Porta dos Fundos, cujos episódios estão disponíveis no Youtube.
Nos moldes da indústria fonográfica do século XXI, a cantora, que lançou o álbum Monomania online em abril deste ano e o disponibilizou para compra no iTunes, virou um fenômeno na internet, com mais de 100 mil seguidores no Twitter, 380 mil fãs no Facebook e 10 milhões de acessos no seu canal no Youtube.
Ovacionada, a cantora abriu o show com as canções "Eu esqueci Você", "O que eu bebi" e "Um só", e animou ainda mais o público ao entoar o hit "De todos os loucos do mundo".
"Este é um dos dias mais felizes da minha vida. Estou tocando no Circo Voador. Isso me traz muitas lembranças, lembro de ver o Caetano tocando aqui. Vou lembrar desse dia pelo resto da minha vida", disse Clarice antes de cantar os versos de "Eu me lembro".
A voz afinada e o jeito divertido da jovem não são os únicos atrativos da apresentação: a banda que acompanha a cantora é um show à parte e faz belos arranjos com violino e contrabaixo, que surpreendem a quem só conhece o trabalho de Clarice no youtube, onde a maior parte dos vídeos trazem as músicas interpretadas no sofá, com a dobradinha voz e violão.
Em seguida, Clarice cantou "Fred Astaire", "Austrália", música escrita para o curta-metragem Laços, de Flávia Lacerda, quando a cantora tinha apenas 16 anos, "A dona da história", de João Falcão, "Macaé" e "Essa é para você", brincadeira da cantora com o namorado, o ator Gregorio Duvivier, que ficou famosa em um episódio do programa Porta dos Fundos.
"O Porta dos Fundos me trouxe muitas coisas, mas a melhor foi a ameaça de protesto do deputado Marco Feliciano", disse a cantora. O pastor se manifestou contra um episódio do programa que fazia uma piada com Jesus Cristo. "Na minha religião, a coisa mais sagrada do mundo é as pessoas poderem se amar como elas quiserem", afirmou Clarice.
Também fizeram parte do repertório do show as canções "Qualquer negócio", "Talvez", "Oitavo andar", "A gente voltou", "Capitão Gancho" e "Monomania", que dá nome ao disco e encerrou a noite da cantora no Circo Voador.
Até o final de agosto, a turnê de Clarice Falcão passa também por Santa Catarina e São Paulo

FONTE: Música Terra

Brasília recebe neste domingo (11) a segunda edição do DJ Scratch, um campeonato que vai reunir os principais nomes do cenário musical nacional. O campeonato acontece na área externa Museu Nacional da República a partir das 14h e tem entrada franca.
Cada um dos 12 competidores terá até quatro minutos para mostrar seu talento nas pick-ups para um júri composto por DJs com experiência internacional. Entre os requisitos avaliados pelos jurados estão: scratchbeat jungglig, o ritmo e a criatividade. Entre os confirmados estão os DJs Celsão, Jamaika, Dog Daia, Zulu e Ocimar.
O torneio foi criado em 2012 pelo coletivo Firma de Scratches, grupo de DJs de Brasília envolvidos com turntablism — método de manipular sons e criar músicas usando aparelho de fonógrafo e mixer. A primeira edição do campeonato, realizada em outubro do ano passado, contou com oito DJs
Serviço:

DJ Scratch 2013
Local: Museu Nacional da República – Esplanada dos Ministério
Data: 11 de agosto (domingo)
Horário: 14h
Entrada franca
Classificação indicativa livre


FONTE: GLOBO MÚSICA

segunda-feira, 4 de março de 2013

Estrela da Jovem Guarda, órgão segue vivo e influente na música brasileira atual


Dustan Gallas, Otto Stewart e o synth Roland RS - Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE
Dustan Gallas, Otto Stewart e o synth Roland RS
A história de uma das sonoridades mais distintas e recicladas da música popular brasileira começa com Erasmo Carlos chamando o pianista Lafayette para gravar um single em 1964. No estúdio, havia um órgão Hammond, com o qual Lafayette começou a brincar. Tocou os acordes de forma inerte, sem salpica-los, segurando-os, apenas, compasso por compasso, para que fosse construída uma cama de vibrações espalhadas entre guitarra, baixo e bateria. Roberto Carlos gostou do que ouviu - o bichinho de som único, moderno, cheio de soul, dando segurança à sua voz - e mandou rolar a fita, assim decretando o início dos dias de glória daquele acompanhamento safado, manso - mas sempre na espreita - que exerceu impecável função coadjuvante em seus discos de Jovem Guarda, de 1965, até os lançamentos de meados dos anos 70.
Mais de 40 anos depois, passados os dias de glória na corte do Rei, os dias requisitados na soul music, na psicodelia sessentista, na música romântica popular; passados os dias infelizes, em que foi relegado a puteiros e churrascarias, passada a crista do revival da Jovem Guarda, nos anos recentes, o órgão sobrevive. Ouça Retrovisor, de Céu; Mistério no Olhar, de Saulo Duarte e a Unidade; Par de Tapas Que Doeu em Mim, de Tatá Aeroplano (em excelente disco solo, por sinal) e Estrela Decadente, de Thiago Pethit - todos lançamentos importantes para a cena paulistana, em 2012 - e presenciará o vigor de tais vibrações, de como brincam com o passado, sugerem o cafona, o excessivamente antiquado, ao mesmo tempo em que se acoplam a carimbó, hip hop, indie rock, neo brega e outras estéticas que definem a MPB contemporânea. Juntas ao imortal órgão, separam a MPB da estética indie pop do resto do mundo. “Deve ser uma ação inconsciente de recuperar o passado, de superar a ressaca de timbres eletrônicos usados nos últimos anos” reflete Dustan Gallas, produtor do recém-lançado disco de Tatá Aeroplano, antes de deixar claro que não tem nenhuma preferência específica pela Jovem Guarda, mas gosta do órgão e o usa apenas quando a “canção pede”. Dustan é uma espécie de connaisseur do instrumento. Seu estilo de produção é influente na cena atual, em que ficou conhecido através de seu trabalho com o Cidadão Instigado, expoentes do revival atual da música romântica (ou brega) do final dos anos 70. Foi o produtor de escolha de Tatá, por conhecer a fundo os discos e timbres da época. “O clássico é o Lafayette”, conta Dustan. “Parece que ele usava um Vox. Até dou umas estruturas de música dele, como introduções de uma nota só, uso linhas que foram cantaroladas por Tatá na demo e as replico com o órgão”, explica. 
No disco, sua escolha de armas é clássica: um Mellotron, espécie de sampler primitivo, em que sons orquestrais são gravados em fitas magnéticas, um Farfisa, timbre cobiçadíssimo nos anos 60 (que Lafayette tentava imitar com um Hammond), e um Roland RS-09 (foto). “São muitas referências. Tem muita coisa de banda italiana dos anos 70 - as canziones têm muitos acompanhamentos de Farfisa. A Jovem Guarda foi se ‘organizar’ com o Farfisa. Tem bastante coisa de Roberto, música popular romântica, brega e bandida, dos anos 70, discos da Diana”, completa. 
Um de seus recursos preferidos, escolhido tanto por ele mesmo, para o disco de Tatá, quanto por Kassin, outro produtor de renome, no novo disco Estrela Decadente, de Thiago Pethit, é o Mellotron, que chegou às mãos de Dustan através de Gui Amabis, enquanto trabalhavam juntos no novo disco de Céu. “Não é o Mellotron original”, conta Amabis, em entrevista ao Estado. “São samples do Mellotron do Beto Villares”, diz, referindo-se ao também produtor de Céu. É uma prática comum: Dustan e outros têm uma afinidade com timbres vintage, mas não restrita aos equipamentos em si, caros e difíceis de encontrar, e mais acessíveis em softwares. “Eu gosto muito do som do órgão antigo, o de igreja”, conta Amabis. “Mas tem o Hammond, o Wurlitzer. Sempre foram usados, mas as pessoas estão cansando da tecnologia”, completa.
Nos novos discos em que figura o velho órgão continua a exercer seu papel de fiel coadjuvante. Vide Ponto Cego, do cantor gaúcho Juli Manzi, e um disco de estreia prestes a ser lançado por Saulo Duarte.

Na Vibe de 2012:
Saulo Duarte
Com disco no forno, o cantor paraense desfere vibrações sobre o carimbó natal de seu single Mistério no Olhar 
Tatá Aeroplano
Sobre as referências ao brega bandido de Sérgio Sampaio e Raul, Tatá e Dustan trabalham texturas de Mellotron e Farfisa 
Juli Manzi 
Uma tendência mais roqueira e de Jovem Guarda é ilustradapelo órgão em seu single Insônia, do novo disco Ponto Cego 
Thiago Pethit
O indie pop almejado em Estrela Decadente tem o toque do antigo Mellotron 
Céu 
Em Retrovisor e outras do novo Caravana Sereia Bloom, o órgão alterna entre samba e trip hop 


FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,estrela-da-jovem-guarda-orgao-segue-vivo-e-influente-na-musica-brasileira-atual,918103,0.htm

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

'Cantoras do Brasil' recria divas da música brasileira


Gaby Amarantos e a sua homenageada, Clementina de Jesus - Divulgação
Divulgação
Gaby Amarantos e a sua homenageada, Clementina de Jesus
"Quando me veio o convite, de cara escolhi homenagear a Clementina de Jesus. A história dela parece muito com a da minha avó paterna, que era negra, escrava, e cantava pra mim cantigas de jongo. Ela também recebia muito carinho da classe artística: Chico Buarque, João Bosco, Elis e Clara Nunes amavam ela. Tudo isso me fez querer homenageá-la", comentou Gaby Amarantos, que interpreta Na Linha do Mar e Fui Pedir às Almas Santas.
Um dos pontos altos do programa é a participação da recifense Lulina, cantando a divertida História Difícil, sucesso na voz de Ademilde Fonseca. Ela também escolheuApanhei um Resfriado, de Miriam Batucada: "As duas cantoras têm vozes fortes, inconfundíveis, com muita personalidade. A Ademilde tem uma importância histórica: foi a primeira mulher no choro", disse Lulina.

Cantoras do Brasil foi concebido sob um clima intimista, criado pelas gravações com uma banda em estúdio, em preto e branco e com figurinos da época. Mas isso não impede que o estilo e a personalidade das jovens cantoras seja um dos aspectos mais importantes para a releitura das músicas: Lurdez da Luz, por exemplo, cria um rap em meio a Opinião, e Mallu Magalhães ajuda a recriar os arranjos de Manhã de Carnaval. Divas têm, antes de tudo, personalidade.
As escolhas
Luisa Maita"Elis tinha uma ligação verdadeiramente emocional com a canção. E, justamente por isso, não era uniforme, nem na interpretação, nem no repertório - tinha muita dinâmica."
Blubell"Não escolhi a Sylvia Telles apenas por ela ser representante da Bossa Nova, movimento da música brasileira de grande influência pra mim. Escolhi essa pequena notável porque sua interpretação era cheia de autenticidade e de bom humor."
Roberta Sá"É um privilégio poder interpretar essas canções imortalizadas pela Carmen, que é uma grande referência pra mim. Seus acertos musicais e tropeços na vida pessoal são exemplos."
Cantoras do Brasil
Quintas-feiras, às 18h45 no Canal Brasil

FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,cantoras-do-brasil-recria-divas-da-musica-brasileira,926455,0.htm